O Cinema em Porto Alegre III

Criado em Domingo, 14 Julho 2013

 

 

 

 

 

Nos artigos anteriores, selecionamos alguns eventos, imagens e textos que tratam desde os simples desenhos nas paredes das cavernas (arte rupestre) às descobertas de fenômenos como o da persistência retineana e as invenções, que ao passar do tempo, levaram a criação do cinematógrafo. Neste artigo, vamos abordar aspectos da evolução historiográfica do cinema,  no período compreendido entre o final do século XIX e o começo do século XX, e inserir Porto Alegre neste contexto. 

 

 

O MUNDO CONHECE O CINEMATÓGRAFO 1

 

Os Lumière já contavam com uma rede internacional de agentes que vendiam seus produtos fotográficos. Essas pessoas foram então treinadas para vender a novidade: o cinematógrafo. Os seus agentes escolhiam locais adequados para exibições e entravam em contato com empresários. O homem enviado para impressionar os ingleses foi Felicien Trewey. 

 

Felicien Trewey

 

Felicien Trewey atuando como comediante 

 

Em março de 1896 o espetáculo realizado por Trewey em Londres foi um sucesso. Em maio Charles Moisson foi enviado ao oriente para fazer o que seria o primeiro filme de uma cerimônia real: o coroamento do Czar Nicolau II no Kremlin. O próprio Czar percebeu o potencial do filme para fins históricos e de propaganda e designou dois funcionários para registrar grandes eventos na Rússia Imperial.

 

Charles Moisson

 

Charles Moisson no casamento de sua filha

 

Imagens da cerimônia de coroamento do Czar Nicolau II 

 

Os irmãos Lumière concordaram que um empresário local poderia obter concessão para produzir os filmes mas se recusaram a vender suas máquinas. Teriam que usar os operadores de Lumière. Alexander Promio foi a pessoa indicada para treinar os operadores que seriam enviados ao exterior. Cada posto, além dos operadores, contava com dois cinematógrafos que podiam exibir filmes vindos de Lion ou produzidos no próprio local. 

 

Alexander Promio

 

Alexander Promio e sua equipe

 

Os concessionários locais pagavam as despesas dos operadores franceses além da participação da bilheteria. Os Lumière ficavam com  cincoenta por cento do total além de um por cento para os operadores. O responsável pelos operadores era Promio. Em maio de 1896 a primeira equipe treinada por partiu.

 

Imagens da partida da primeira equipe de Lumière

 

Naquele mesmo ano os homens de Promio deram a volta ao mundo. 

 

Filme dos Irmãos Lumière produzido no Egito pela equipe de Alexander Promio em 1896


A maioria dos operadores eram rapazes que trabalhavam na fábrica de Lion. Um deles era Felix Mesguirch. Quando foi contratado em janeiro não sabia nada sobre o novo ofício. Mas em junho estava pronto para partir para Nova York. Mesguirch na verdade fez sua primeira apresentação duas semanas depois de Edson, mas recebeu uma ovação suficiente para alarmar a oposição americana. 

 

Filme dos Irmãos Lumière produzido em 1896 por Felix Mesguirch em Nova York

 

Os filmes de Lumière tinham uma qualidade muito superior. Enquanto isso os homens de Promio estavam filmando em todas as cidades mais importantes da Europa para montar o catálogo da companhia. E onde quer que fossem eram sempre os mesmos motivos que atraiam os operadores.

 

Imagens  produzidas pelas equipes dos Lumière em sua volta ao mundo, 1896 a 1900. América do Norte – Europa – Ásia – África - Austrália. 

 

As primeiras críticas sobre o conteúdo dos trabalhos dos Lumière davam conta que determinados cenários eram sempre iguais. Uma estação de trem em qualquer lugar era sempre uma estação de trem. E se você já viu uma então já viu todas. As cenas exóticas mostraram ser as mais vendáveis. Em 1896, quando filmou Veneza, Promio observou que a câmera estática captava imagens em movimento. Então pensou em operar em movimento para registrar objetos estáticos. A câmera ganhava vida.

 

Filmando na cidade de  Veneza em 1896, Alexander Promio registrou imagens estáticas com a câmera em movimento.

 

Num período de dezoito meses quase dois mil títulos já estavam no catálogo dos Lumière. Em 1897 concorrentes americanos começaram a utilizar medidas políticas de restrição aos trabalhos dos Lumière. William McKinley disputava a presidência e seu irmão tinha grande participação numa companhia cinematográfica. “A América para os Americanos” era o slogan de McKinley. Os operadores de Lumière logo veriam ameaçado o livre comércio de imagens. Mesguirch ao filmar crianças brincando no Central Park foi abordado pela polícia que lhe disse que precisava de permissão. 

 

Mesguirch filmou crianças no Central Park

 

Era a primeira vez que isso acontecia. McKinley ativou a alfândega. Uma irregularidade foi encontra nos documentos de importação dos franceses e as autoridades passaram a confiscar todos os cinematógrafos que encontravam. A maioria dos operadores fugiu para a França. Mesguirch dirigiu-se para a fronteira e filmou do lado canadense as cataratas do Niágara. Os Lumière então mudaram de estratégia. Agora vendiam as câmeras para os concessionários estrangeiros e os seus operadores foram dispensados. Os irmãos Lumière estavam interessados na ciência e não em fazer dos filmes uma indústria de lazer. Lui, passou a desenvolver um processo de cor chamado auto-cromo, o que demonstra a sua satisfação em aperfeiçoar a realidade das imagens.  Em 1900 Lui apresentou uma tela de quinze metros de altura por dezoito de comprimento na qual projetou um filme de setenta milímetros. Em 1901, numa sala construída para este fim, ele apresentou um fotograma em que os projetores cercavam o público com imagens. Quarenta anos depois do cinematógrafo Lui fascinou a academia com uma demonstração de filmes em terceira dimensão assistidos com óculos especiais. Mas nada se comparava aquelas primeiras imagens em movimento no final do século dezenove. A afeição dos Lumière aos detalhes da vida cotidiana nos dá uma impressão daquele período e das pessoas. Os Lumière podem ter sido, e certamente o foram, pioneiros de um meio revolucionário, mas os valores representados em seus filmes são tradicionais: o cotidiano, os amigos, os deveres, a família. Hoje grandes indústrias trabalham para encher nossas vidas com imagens fabricadas. Mas aqueles primeiros filmes feitos por um homem que girava uma simples manivela de um pequeno caixote ainda nos impressionam por sua beleza e nos oferecem um registro vivo de um tempo passado, de uma outra época.

 

A magia dos Lumière, o vivo registro de um tempo passado

 

GEORGES MELIÉS 1

 

Um dos mais importantes pioneiros do cinema, Georges Meliés estava na primeira fila do Grand Café, em Paris, para assistir a primeira apresentação pública do cinematógrafo dos irmãos Lumière, em 28 de dezembro de 1895. Ele era um mágico bem sucedido e dono do Teatro Robert-Houdin. Em fevereiro comprou uma câmera de cinema. Mas foi desencorajado pelos irmãos Lumière. Disseram-lhe que o cinematógrafo não teria futuro como espetáculo. Era instrumento mais indicado a pesquisas. Que a novidade seria de interesse efêmero, logo cansaria. Três meses depois Meliés fazia seus próprios filmes. Foi um dos cineastas mais criativos, pois ele não tinha referências além da sua experiência como ilusionista. O seu trabalho no teatro contribuiu para o desenvolvimento de técnicas e a criação de cenas separadas, depois editadas. Costumava usar desenhos para produzir e projetar as cenas. Fotógrafo, ator, diretor, produtor, é considerado por muitos pesquisadores o pai da arte do cinema por utilizar nos seus trabalhos figurinos e maquiagens nos primeiros filmes de ficção. Até então eram filmadas cenas do cotidiano das famílias e das cidades. 

O Mágico, 1898


Empregou com sucesso o uso de maquetes e truques óticos que são considerados os precursores dos atuais efeitos especiais. Seu filme mais importante é também o mais conhecido: "A Viagem à Lua" (Le voyage dans la lune, 1902).

 

Viagem à Lua, 1902

 

Esse filme foi um grande sucesso sendo assistido por multidões em todas as partes do mundo. Mas em contrapartida não lhe foi tão rentável como poderia ter sido. Pouco deste sucesso traduziu em ganho financeiro para seu criador. 

 

 

 

THOMAS ALVA EDISON 1

 

Um dos grandes nomes da história do cinema foi, sem dúvida, Thomas Edison. Em 1891 Edison criou o Cinetoscópio, uma caixa que permitia ver filmes. Um filme perfurado era movido de maneira contínua. Uma pequena lâmpada projetava em um visor as imagens que podiam ser vistas individualmente. No ano seguinte ele construiu um estúdio – Black Maria, onde foram feitos os primeiros testes para criação de filmes. Black Maria era um prédio pintado de preto, tinha uma base giratória e parte do telhado aberto por clarabóias para permitir a entrada da luz do sol utilizada na projeção das imagens. O trabalho mais famoso produzido no Black Maria foi “Kiss” 

 

Kiss (O Beijo) - 1896

O cinetoscópio serviu de inspiração para o cinematógrafo dos irmãos Lumière.

 

 

 

O FINAL DO SÉCULO XIX

 

No século XIX as conquistas industriais, o progresso da ciência e o avanço no campo das Artes (Literatura, Pintura, Música) fez aparecer nas grandes cidades, nos anos que antecederam a passagem para o século XX, o que se denominou “cultura de massa”. Alterações nas estruturas político-econômicas na Europa e a expansão dos transportes, colocaram nos mercados equipamentos e bens de consumo, possibilitando melhores condições de vida para os trabalhadores.

O Brasil também acompanhou a tendência mundial desenvolvendo novas estruturas financeiras, comerciais e culturais: a transformação do trabalho escravo para a mão de obra livre (1888), a mudança de monarquia para república (1889), a inauguração da Academia Brasileira de Letras (1897).  

Sobre a nossa cidade daquele tempo encontramos referencias no trabalho de Sheila Katiane Staudt – A Porto Alegre do Século XIX Sob o Olhar dos Viajantes:  


“o advento do progresso e o desenvolvimento de Porto Alegre deixaram marcas em seu traçado e, por esta razão, o registro destas modificações está presente nas crônicas dos viajantes que por ela passaram, dando origem, então, às primeiras imagens desta cidade”

“Henry Lange – viajante alemão – enumera os meios de  transporte aqui existentes e o interesse cultural da população – características estas da preconizada modernidade: A  cidade  possui  linhas  ferroviárias  e  de  navegação  a  vapor,  bonde  de  tração  animal,  teatro, jornais, enfim  tudo o que caracteriza uma cidade grande de  futuro. Também as medidas para elevar o nível de cultura intelectual, tanto as brasileiras como as alemãs, começam a aumentar e a melhorar.  Nos  últimos  tempos  foram  fundadas  algumas  louváveis  instituições  de  ensino  por  hábeis professores alemães.”

“O  médico  português  Antônio  Lopes  Mendes  passa  por  Porto  Alegre  em  1882  e discorre sobre o desenvolvimento da mesma:  A cidade de Porto Alegre, de qualquer lado que se contemple, oferece um aspecto encantador. [...] As ruas, calçadas de granito e com passeios de grés, são largas, cortam-se em ângulos retos e prolongam-se na direção dos quatro pontos cardeais. As praças são arborizadas e adornadas de  vistosos  chafarizes monumentais  de  ferro  e mármore,  que  abastecem  a  cidade  com  água potável, que vem do arroio denominado Dilúvio; todas elas são iluminadas a gás, tendo amplas lojas  de  comércio  nos  principais  arruamentos.”

 

 

O CINEMA CHEGA A PORTO ALEGRE

 

O final do século XIX marca a chegada das mágicas imagens do cinema a Porto Alegre, pelas lentes do cinematógrafo e de outros aparelhos similares. Alice Dubina Trusz2, em seu trabalho “O dia em que as vistas se animaram: a experiência inaugural dos porto-alegrenses com os espetáculos de projeções cinematográficas.”, registra que:

 

“Os espetáculos de projeção de imagens ampliadas em salas escuras foram oferecidos aos porto-alegrenses a partir de 1861[...], majoritariamente como opção de entretenimento. Eles tinham lugar principalmente no Teatro São Pedro, construído em 1858 e mantido sem concorrentes até 1879, quando surgiu o Theatro de Variedades. Não foram abertas na capital gaúcha salas especializadas em projeções luminosas, como foi corrente na Inglaterra e na França. O teatro se tornou o lugar por excelência da sua exibição também porque foi o palco habitual dos espetáculos dos gêneros de diversões que as integraram aos seus repertórios de atrações.”

“A introdução do cinematógrafo em Porto Alegre, em 1896, se inscreveu num contexto enriquecido por uma tradição de espetáculos de projeções que dispunham de uma organização, um espaço e uma importância cultural consideráveis, construídos ao longo de décadas. A sua valorização pelos contemporâneos fundava-se no reconhecimento das potencialidades das imagens como criadoras de ilusões ópticas e de prazer lúdico, mas também como meios de representação      do mundo e produção de conhecimento visual sobre o mundo .(LEENHARDT, 1997, p.11) “

 

Em sua tese de doutorado (Entre Lanternas Mágicas e Cinematógrafos – As Origens do Espetáculo Cinematográfico em Porto Alegre. 1861-1908. Porto Alegre: UFRGS, 2008) Alice Dubina Trusz2 descreve a chegada do cinema a nossa cidade:

“Os introdutores do cinematógrafo em Porto Alegre não eram artistas, mas pertenciam ao grupo dos primeiros exploradores que no Brasil apresentaram a novidade que vinha dando a volta ao mundo desde que foi lançada publicamente em Paris, em dezembro do ano anterior, pelos Irmãos Lumière. Antes de conhecer pessoalmente o cinematógrafo e suas imagens, porém, os porto-alegrenses dele tiveram notícia pelos jornais. [...] Nos comentários posteriores às primeiras projeções cinematográficas realizadas em Porto Alegre não constam informações sobre a localização do projetor e a existência ou não de cabines de projeção. Nos teatros, largamente utilizados pelos exibidores cinematográficos itinerantes que visitaram a cidade entre 1897 e 1908, o aparelho de projeção pode ter sido posicionado nos camarotes centrais, localizados acima e atrás dos espectadores, sendo mais comum a construção de cabines de projeção quando a exibição ocorria ao ar livre. [...] Outro aspecto peculiar às primeiras projeções cinematográficas observado no relato carioca, mas também em testemunhos estrangeiros e porto-alegrenses, é o fato de que estas iniciavam com a projeção de uma imagem fotográfica fixa na tela, algo já conhecido e praticado por meio das lanternas mágicas, mas que após alguns instantes começava a se mover, o que acabava evidenciando a grande novidade destas imagens, o movimento. [...] Em 03 de novembro, Francisco de Paola já estava em Porto Alegre com o seu “schinomotograph”. A exibição aconteceria num salão especialmente preparado para as demonstrações, situado na rua dos Andradas, 349, “em frente ao ponto de bondes”. O anúncio publicado pelo exibidor dava grande importância ao nome do aparelho e à natureza das imagens projetadas – “fotografia animada” em “tamanho  natural” - enfatizando a sua novidade tanto em relação ao gênero das imagens projetadas pelas lanternas mágicas, quanto à qualidade da sua visualização no quinetoscópio de Edison, onde elas eram observáveis em tamanho muito reduzido e individualmente. De Paola também fez questão de lembrar aos interessados que já era conhecido na cidade, apontando os laços estabelecidos em suas visitas anteriores, quando conquistara a simpatia e o crédito do “culto” público local. Acrescentava apenas que agora tinha um sócio, M. J. Dawis, que podia ser também o operador do projetor. A chegada de Georges Renouleau a Porto Alegre foi anunciada no mesmo dia daquela de Francisco de Paola. Vindo de São Paulo, este senhor também era conhecido no meio local, onde havia atuado como fotógrafo no final da década de 1870. Segundo a imprensa, trazia de Paris um moderno aparelho de cinematografia, capaz de reproduzir “cenas animadas da vida, em quadros onde se apreciam personagens com todos os seus movimentos naturais. ”O aparelho era destacado por sua originalidade e “surpreendente efeito” e deveria ser exibido a partir desta mesma semana no salão do prédio da antiga Drogaria Jovin, na rua dos Andradas, 230. Observa-se novamente a ênfase no novo gênero de imagens e na qualidade diversa da experiência visual que proporcionavam, mas não na projeção propriamente dita. Desde o início, a imprensa recomendou a visita do público aos “expositores” dos “curiosíssimos” aparelhos. As datas das suas aberturas foram marcadas e adiadas, estreando Francisco de Paola e S. Dawis em 05 e Georges Renouleau em 07 de novembro. Como ocorreu no Rio de Janeiro, ambos inauguraram estas duas primeiras salas temporárias de exibição com sessões especiais, restritas a representantes da imprensa, convidados e autoridades, uma prática que teria continuidade entre alguns exibidores itinerantes e entre a totalidade dos primeiros exibidores sedentários locais, em 1908. Tais pré-estréias foram chamadas “experiências” e de fato representavam uma espécie de teste de qualidade, tanto do ponto de vista técnico quanto da recepção do público. A iniciativa era interessante para o exibidor porque permitia testar o grau de atração do seu produto junto à classe ilustrada e formadora de opinião e à elite local, podendo ser mesmo uma oportunidade para observar algumas de suas expectativas e preferências, que de alguma forma representavam as expectativas do grande público. [...] A primeira exibição cinematográfica promovida por De Paola teve início às 18h30 e contou com a projeção das vistas “Uma corrida em Velocípede”, “Cena Característica”, “Baile Escocês”, “Loie  Füller – Serpentina” e “Chegada de um Trem à Gare de Londres”[...]

Georges Renouleau estreou dois dias depois de De Paola e, como não poderia deixar de ser, teve as suas projeções avaliadas em referência àquelas apresentadas pelo concorrente e que haviam provocado o deslumbramento acima relatado, ao menos em relação a um dos filmes projetados. Segundo informou a imprensa, este segundo exibidor começou por projetar cenas de “uma criança brincando com cachorros, exercícios de equitação por um grupo militar, e tiragem de um carroção com incidentes de espancamento dos respectivos animais.” Segundo a República, o seu espetáculo inaugural esteve repleto de “excelentíssimas famílias e cavalheiros”, descrevendo, portanto, um público de elite como o primeiro a apreciar a projeção, que era, na verdade, uma pré-estréia reservada a convidados.

A ótima qualidade da projeção mereceu aplausos. Destacou-se a perfeição do “aparelho de fotografia instantânea”, a nitidez das imagens e o movimento que as animava”

 

Os filmes “Serpentina” e “A Chegada do Trem”, estavam entre os primeiros exibidos em Porto Alegre 

 

Serpentina

 

A Chegada do Trem

 

 

Ainda sobre o cinematógrafo Susana Gastal 3 em seu livro “Salas de Cinema – Cenários Porto-alegrenses” refere que “os porto-alegrenses do final do século dezenove descobriram as maravilhas do cinema [...]. Era algo que também estava no imaginário das pessoas, que seria a reprodução, a guarda e a possibilidade de arquivar feitos do passado ou coisas do presente, ou seja, a reprodução da vida.” 

 

Recreio Ideal, a primeira sala de cinema de Porto Alegre

 

Registra que em 1908, Porto Alegre inaugurava “a primeira casa com destinação específica para o cinema: o Recreio Ideal”. E transcreve nota publicada em jornal da época: “O salão está muito bem preparado e tem grande número de cadeiras, sendo os trabalhos de cenografia executados pelo conhecido cenógrafo Alfredo Tubino. O aparelho cinematográfico é, sem dúvida, o melhor que até agora veio a esta capital, não se notando nas projeções a mínima trepidação.”     

 

FONTES:

1 Setor de Cinema do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa

2 Alice Dubina Trusz, vencedora da primeira edição do Prêmio SAV para Publicação de Pesquisa em Cinema e Audiovisual (2009-2010) categoria Tese de Doutorado com seu trabalho: “Entre lanternas mágicas e cinematógrafos: as origens do espetáculo cinematográfico em Porto Alegre (1861-1908)”. Possui doutorado (2008), mestrado (2002) e graduação (1989) em História, com formação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realizou estágio de pós-doutorado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (2011-2012) e estágio de doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris/FR (2005-06). 

3 Susana Gastal possui graduação em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1974), mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995) e doutorado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2002). Pesquisadora e Orientadora do Mestrado em Turismo da Universidade de Caxias do Sul. Foi diretora científica da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo (ANPTUR) no biênio 2009-2011. 

 

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